O senador Eduardo Girão (Novo-CE), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (2), criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O parlamentar alegou suposto conflito de interesses na decisão do ministro Gilmar Mendes, que determinou o retorno de Ednaldo Rodrigues à presidência da entidade. Girão destacou que, meses antes da liminar, a CBF firmou contrato com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ligado ao próprio ministro.
— O que me causa incômodo é a celebração de um contrato com a instituição ligada ao ministro do STF, o qual, posteriormente, viria a julgar um caso crucial para a manutenção do cargo do presidente da instituição com a qual essa parceria foi firmada. A proximidade temporal entre a assinatura do contrato e a decisão do STF agrava ainda mais a percepção de um potencial conflito de interesses — afirmou.
Girão também criticou a relação entre clubes, federações e casas de apostas. Ele afirmou que a presença dessas empresas em campeonatos nacionais tem causado prejuízos sociais, com endividamento de torcedores, e questionou a confiabilidade dos resultados des partidas.
— A Série A, a Série B e a Copa do Brasil são diretamente patrocinadas pelas bets, que transformaram os nossos principais times em reféns desse dinheiro. As coisas não estão nada boas para o nosso futebol. Hoje, não se consegue assistir a um jogo sem dúvida sobre a manipulação dos resultados — declarou.
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